

Temos hoje uma vasta gama de instrumentos que nos permite abordar problemáticas evolutivas numa ampla variedade de organismos, níveis de organização biológica e processos em cada nível. Entre outros aspectos, análises a nível molecular são cada vez mais detalhadas e acessíveis. Mas também podemos ver a Evolução em acção e dissecar os processos evolutivos na base das alterações observadas, utilizando organismos/modelo fáceis de manipular, manter e de explorar com uma vasta variedade de ferramentas moleculares. Estudos deste último tipo – a chamada Evolução Experimental – permitem analisar de forma detalhada padrões e processos e sua dependência da história anterior, características presentes e determinar os limites da resposta evolutiva e grau de previsibilidade.
O objectivo da Evolução Experimental não é ‘testar’ se a evolução ocorre. A Evolução Experimental pretende sim caracterizar os ‘detalhes’ da evolução, a sua dinâmica, os processos e padrões envolvidos, a relevância de diferentes mecanismos e sua dependência da história das populações, variabilidade genética presente, e forma como os organismos interagem com o ambiente etc.
Margarida Matos, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
Conheça aqui alguns dos investigadores que desenvolvem trabalho na área da Evolução, em Portugal: