

Mais de 20 anos depois da viagem do Beagle, e por pressão de Wallace, Darwin publica Sobre a Origem das Espécies por Meio da Selecção Natural, ou a Conservação da Raça Favorecida na Luta pela Vida (1859).
Darwin sustentou as suas ideias de modo exemplar, recorrendo a trabalho de campo, a observações efectuadas durante a viagem no Beagle e, também, à leitura de autores de áreas tão diversas como a Geologia – Charles Lyell, ou a Economia – Malthus. Contudo, este era um trabalho muito mais curto do que o projecto monumental que Darwin tinha na forja. Portanto, as obras que se lhe seguiram vieram completar um trabalho que já parecia ser sólido.
A Variação dos Animais e das Plantas sob a Domesticação (1868) vem sublinhar a relação entre a selecção natural e a selecção artificial. Uma vez que na Origem das Espécies Darwin não se alargou aos seres humanos, desenvolve a ideia da evolução aplicada aos Homens em A Origem do Homem e a Selecção em Relação ao Sexo (1871) e, no ano seguinte, em A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais (1872).
A partir de uma grande quantidade de observações registadas no campo da anatomia comparada e no da história comparada da evolução, Darwin inferiu que o Homem actual deve ser incluído no tronco dos hominídeos. Assim, pela primeira vez Darwin abordou a importância das formas de comportamento animal e humano que actuam também na relação sexual. Para ele as raças humanas têm em princípio o mesmo valor e regem-se pelas leis gerais da evolução.
A Expressão das Emoções foi a última publicação de Darwin centrado na origem do Homem e com o passar dos anos dedicar-se-ia só à investigação de fenómenos do reino vegetal.