ATELIERS

Desde tempos idos que o Homem sentiu necessidade de impor uma certa ordem no Mundo Natural. Este intento integrador conduziu ao agrupamento dos seres vivos em função das suas características.

No sentido de contribuir para um vasto conhecimento deste abrangente tema que é a Evolução, apresentamos algumas actividades práticas referentes a pontos-chave no que se refere à compreensão deste tema.

O Xadrez dos Continentes

Com esta actividade pretende-se simular a posição dos continentes à 200 milhões de anos, estabelecendo uma correlação com a sua actual configuração. Procura-se seguidamente que os intervenientes reflictam sobre as consequências desta movimentação na distribuição da fauna e flora.

Vamos “fabricar” fósseis

Esta actividade de “fabrico” de fósseis constitui um ponto de partida para discutir o aparecimento e desaparecimento de espécies, procurando de igual modo, uma relação com as alterações ambientais e outros fenómenos que estão na base desses factos.

Construindo a árvore dos seres vivos

Ao olharmos o mundo que nos rodeia, mais concretamente para a fauna e flora, à primeira vista conseguimos agrupar os seres vivos mais “aparentados” entre si e colocá-los segundo uma escala temporal. Mas na verdade tudo isto é muito mais complicado do que parece. Recorrendo ao contributo da genética podemos estabelecer relações de parentesco e obtemos resultados muitas vezes surpreendentes.

Seres vivos que se afastam e se aproximam…

Esta actividade pretende ilustrar como organismos sujeitos a condições semelhantes, apresentam estruturas típicas de evolução convergente – estruturas análogas – enquanto que seres vivos adaptados a diferentes nichos apresentam estruturas homólogas, ou seja, estruturas que derivam de uma ascendência comum mas que representam uma situação de evolução divergente.

Estas actividades foram desenvolvidas no âmbito do Projecto “Brincar com a grande árvore da evolução”, do GEEvH da Universidade de Coimbra, que foi patrocinado pela Ciência Viva. Para saber mais sobre o projecto, ir a www.geevh.org

NATURALISTAS PORTUGUESES

A formação de comportamentos naturalistas na população de cada país pode constituir a base de um apelo para salvar a vida na Terra.

Na expedição do Beagle, que circunavegou o mundo por cinco anos (1831 e 1836) Darwin acabou por ser o naturalista do navio hidrográfico. Durante esse tempo, ele teve liberdade para explorar o seu amor pela História Natural e oportunidade de reunir colecções de espécies novas e invulgares (aves, vertebrados, invertebrados, organismos marinhos, insectos, vasta colecção de plantas) e de desenvolver uma compreensão profunda da variedade do mundo natural. Os longos dias passados a aprender a observar e a reflectir sobre a prodigialidade da Natureza constituíram parte importante da sua formação e conduziram ao seu enorme desenvolvimento mental.

Incentivar e cultivar o naturalismo é uma oportunidade de formação científica que, aliada ao desenvolvimento do amor e do respeito pela natureza, poderá constituir uma semente em germinação com vista à preservação do nosso planeta.

Sabia que graças a um pequeno caracol comum que pode encontrar no seu jardim, no parque ou debaixo de uma sebe, pode ver evolução no seu próprio quintal?